Práticas neuropedagógicas - Introdução
Para se falar sobre práticas neuropedagógicas, precisamos antes falar um pouco sobre e as recentes metodologias de ensino.
Apesar das várias interferências recentes no processo de aprendizagem, a prática escolar mais comum nas escolas brasileiras ainda se apoia nas cartilhas "tradicionais" e nos chamados sistema de apostilas. No entanto, há cada vez mais um número crescente de professores conduzindo o processo de aprendizagem diferente de métodos tradicionais e convencionais, buscando novas formas e métodos para equilibrar o processo de ensino com o de aprendizagem.
Por outro lado, o entulho que se acumulou com o tempo enchendo as práticas pedagógicas e metodologias de ensino, com ridículos exercícios de prontidão e coisas semelhantes, está sendo eliminado aos poucos da prática escolar, trazendo para as práticas pedagógicas um esforço concentrado no neurodesenvolvimento da aprendizagem.
Um aspecto importante a ser abordado refere-se aos órgãos da administração pública que, encarregados da educação, interferiram muito no trabalho escolar, ditando as regras da burocracia, assim como as normas pedagógicas. Ou seja, de acordo com Cagliari (1989, p. 33) "este é o país onde tudo é feito por meio de leis e decretos e, desse modo, todo o mundo tem uma escusa para o próprio fracasso, achando que tudo está bem e correto quando a burocracia está em dia." Logo, os órgãos públicos encarregados da educação passaram a oferecer "pacotes educacionais" aos professores de acordo com os modismos da época, já que as escolas de magistério não conseguiam lhes dar a formação necessária. Estes, atormentados com tantas mudanças, foram experimentando todos os "pacotes", e, criando com isso, uma aversão a tudo o que é novo, mesmo que traga contribuições valiosas.
O conceito de neuropedagogia surgiu a partir de propostas e métodos baseados na neuropsicologia, que começaram a valorizar a construção do conhecimento da criança e seu neurodesenvolvimento, criando um clima mais calmo e tranquilo em sala de aula, uma melhor interação entre professor e aluno, proporcionando melhores condições para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra.
A neuropedagogia não é uma nova metodologia de ensino, a neuropedagogia é uma nova prática aliada a didática, é um estudo que visa entender o processo de construção do conhecimento e neurodesenvolvimento, e traz consigo a necessidade de uma releitura das principais teorias da aprendizagem, construindo uma relação entre o processo que estuda a aprendizagem no contexto químico, celular, anatômico, funcional, patológico, comportamental do sistema nervoso. Evidenciando, assim, uma visão sistêmica e integradora dos alunos. Essa abordagem neurocientífica da aprendizagem compreende o entendimento da formação da inteligência, da emoção e do comportamento na interface do contexto escolar, nas dimensões biológica, psicológica, afetiva e social.
Estudar pedagogia, metodologia, neuropsicologia e neuropedagogia, é importante, mas isso não formará um bom profissional. O fundamental é saber como aplicar essa prática, desenvolvendo uma didática neuropedagógica. Resumindo, a competência técnica do professor, se baseia em sólidos e profundos conhecimentos de neurodesenvolvimento infantil e de neuropsicologia.
Letícia Cabau
Apesar das várias interferências recentes no processo de aprendizagem, a prática escolar mais comum nas escolas brasileiras ainda se apoia nas cartilhas "tradicionais" e nos chamados sistema de apostilas. No entanto, há cada vez mais um número crescente de professores conduzindo o processo de aprendizagem diferente de métodos tradicionais e convencionais, buscando novas formas e métodos para equilibrar o processo de ensino com o de aprendizagem.
Por outro lado, o entulho que se acumulou com o tempo enchendo as práticas pedagógicas e metodologias de ensino, com ridículos exercícios de prontidão e coisas semelhantes, está sendo eliminado aos poucos da prática escolar, trazendo para as práticas pedagógicas um esforço concentrado no neurodesenvolvimento da aprendizagem.
Um aspecto importante a ser abordado refere-se aos órgãos da administração pública que, encarregados da educação, interferiram muito no trabalho escolar, ditando as regras da burocracia, assim como as normas pedagógicas. Ou seja, de acordo com Cagliari (1989, p. 33) "este é o país onde tudo é feito por meio de leis e decretos e, desse modo, todo o mundo tem uma escusa para o próprio fracasso, achando que tudo está bem e correto quando a burocracia está em dia." Logo, os órgãos públicos encarregados da educação passaram a oferecer "pacotes educacionais" aos professores de acordo com os modismos da época, já que as escolas de magistério não conseguiam lhes dar a formação necessária. Estes, atormentados com tantas mudanças, foram experimentando todos os "pacotes", e, criando com isso, uma aversão a tudo o que é novo, mesmo que traga contribuições valiosas.
O conceito de neuropedagogia surgiu a partir de propostas e métodos baseados na neuropsicologia, que começaram a valorizar a construção do conhecimento da criança e seu neurodesenvolvimento, criando um clima mais calmo e tranquilo em sala de aula, uma melhor interação entre professor e aluno, proporcionando melhores condições para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra.
A neuropedagogia não é uma nova metodologia de ensino, a neuropedagogia é uma nova prática aliada a didática, é um estudo que visa entender o processo de construção do conhecimento e neurodesenvolvimento, e traz consigo a necessidade de uma releitura das principais teorias da aprendizagem, construindo uma relação entre o processo que estuda a aprendizagem no contexto químico, celular, anatômico, funcional, patológico, comportamental do sistema nervoso. Evidenciando, assim, uma visão sistêmica e integradora dos alunos. Essa abordagem neurocientífica da aprendizagem compreende o entendimento da formação da inteligência, da emoção e do comportamento na interface do contexto escolar, nas dimensões biológica, psicológica, afetiva e social.
Estudar pedagogia, metodologia, neuropsicologia e neuropedagogia, é importante, mas isso não formará um bom profissional. O fundamental é saber como aplicar essa prática, desenvolvendo uma didática neuropedagógica. Resumindo, a competência técnica do professor, se baseia em sólidos e profundos conhecimentos de neurodesenvolvimento infantil e de neuropsicologia.
Letícia Cabau
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